Contratar um advogado: 5 dicas para poupar tempo e dinheiro
Decidir contratar um advogado é, para muitas pessoas, um passo acompanhado de dúvidas e alguma apreensão. No entanto, uma escolha bem informada desde o início evita erros, atrasos e custos desnecessários. Por isso, conhecer alguns cuidados simples pode fazer toda a diferença no tempo, no dinheiro e até no resultado final.
Contratar um advogado: 5 dicas para poupar tempo e dinheiro
1. Agendar a consulta com antecedência sempre que possível
Sempre que a situação não exija uma intervenção imediata, marcar a consulta com antecedência ajuda a evitar decisões tomadas sob pressão. Esse planeamento dá ao advogado o tempo necessário para analisar o enquadramento do caso e preparar uma orientação mais ponderada.
Além disso, quando o contacto acontece numa fase inicial, muitas situações ainda permitem soluções mais simples e menos dispendiosas, evitando que o problema escale desnecessariamente. Ou seja, o seu caso poderá ter uma reação preventiva e não reativa.
2. Contextualizar o problema no momento do agendamento
Ao marcar a consulta, seja por telefone ou por e-mail, vale a pena fornecer uma breve explicação do problema. Essa contextualização permite ao advogado perceber desde logo se a questão se enquadra na sua área de atuação e, se necessário, analisar previamente documentos relevantes.
Este cuidado poupa tempo na consulta e torna a reunião mais objetiva, o que acaba por beneficiar ambas as partes.
Na prática diária da advocacia, muitas destas dúvidas surgem logo no primeiro contacto, quando a forma como o problema é explicado condiciona toda a abordagem jurídica.
3. Esclarecer os custos logo no início
Tal como acontece noutras áreas, conhecer antecipadamente o custo da consulta e do acompanhamento jurídico evita surpresas desagradáveis. Por isso, ao contratar um advogado, faz todo o sentido perguntar desde logo sobre honorários, formas de pagamento e possíveis custos associados ao processo.
Esta transparência inicial facilita o planeamento financeiro e contribui para uma relação mais tranquila e clara entre advogado e cliente.
4. Preparar a consulta com antecedência
Antes da reunião, é aconselhável reunir documentos relevantes e preparar uma lista de perguntas ou preocupações. Este simples gesto garante que os pontos essenciais são abordados durante a consulta e evita esquecimentos importantes.
Uma consulta bem preparada é, regra geral, mais produtiva, mais esclarecedora e, muitas vezes, mais económica.
5. Ser honesto e escolher com base na confiança
A confiança é um elemento central na relação entre advogado e cliente. Por isso, ao contratar um advogado, importa optar por alguém que transmita segurança, clareza e tranquilidade.
Ao mesmo tempo, a honestidade é fundamental. O advogado está sujeito ao dever de sigilo profissional, pelo que fornecer todas as informações relevantes — mesmo as menos favoráveis — permite uma avaliação realista do caso e uma estratégia mais adequada. A omissão de factos importantes, pelo contrário, tende a gerar problemas mais tarde.
Conclusão
Contratar um advogado não deve ser uma decisão apressada nem baseada apenas no preço. Uma escolha feita com informação, planeamento e confiança poupa tempo, evita custos desnecessários e reduz riscos ao longo do processo.
Na prática profissional, estas decisões surgem muitas vezes quando o processo ainda podia ter seguido um caminho mais simples, se o acompanhamento tivesse começado no momento certo.
Em muitos casos, a diferença entre um problema bem resolvido e um processo prolongado começa precisamente na forma como se escolhe e se aborda o primeiro contacto com o advogado.




